so faço merda

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“ Com ela é assim, ou é 8 ou 80, ou é isso ou aquilo. Não dá para descrever, com ela não tem jogo, não tem manipulação. Ela é assim, sempre foi e sempre será. Menina de cabeça dura, fechada a pensamentos alheios. De decisões corretas, ela já quis mudar o mundo, hoje, ela só quer mudar suas lágrimas para sorrisos. ”
— Ana Beatriz
"Escrita bonita é a espontânea; é a que se aloja no pensamento por dias e brada quando está pronta pra tornar-se em linhas. Que não tem o interesse em ser salutar; entrega-se por completo à sensação que a fez nascer, seja ódio, rancor, decepção, amor, amargura, ou loucura, sem o interesse em fazer bem, muito pelo contrario, se o seu preço for a piora, eleva-se o grau do interesse. Não é fácil entender esta arte, não é. Ela não faz questão de ser entendida e, por isso, quando é, triplica-lhe a beleza. É oriunda da vivência, é a que vem da experiência, dos caminhos passados, das feridas cicatrizadas (e também das abertas), da insatisfação e da vontade. Poetas têm um filtro: escrevem mediante o desejo, a vontade incontrolável, escrevem quando a paixão arde, quando a dor adormece no corpo, quando a alegria lhe sorri inteiro, só então escrevem. Não decidem escrever: agarraram-se, sem saber como e por qual razão, à esta arte de mistério, que só se manifesta quando não lhe é mais possível guardar. Necessitam escrever sobre o caminho de volta, sobre o vizinho da casa ao lado e sobre Deus. Vê a complexidade do que é simples e a superficialidade do complexo. Escrita bonita nasce assim, e o seu poder de convencimento é tamanho que, depois de lida, a vista muda. Nada mais é igual. Pseudo escritores não conseguem nada além de uma escrita espúria; ainda que juntem todas as palavras bonitas num texto só, ele sempre estará vazio de alma. Escritor de verdade dá um “merda” e faz poesia. E essa poesia passeia de alma em alma."
  Quézia S. (via inviavel)

(Source: ummilhaoemuma, via inviavel)